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Jerusalém

Sunday, October 12th, 2008

Se eu te calar, emudeça minha vozSe eu te esquecer, que se esqueça minha mãoSe eu te trair, fugindo à minha solidãoSejam meus dias atrozes, comiseração e dorSigam meus passos pra sempre, aonde quer que eu váO sol calcina teus muros cegos de esplendorEque os rios aonde eu te irei chorarDevolvam águas amargas, comiseração e dorVelha cidade que nasce morta nas manhãsAs oliveiras de prata não te acordarãoSe eu te calar, emudeça minha vozSe eu te esquecer, que se esqueça minha mão Se eu te calar, emudeça minha voz

se eu te esquecer, que se esqueça minha mão

se eu te trair, fugindo à minha solidão

sejam meus dias atrozes, comiseração e dor

sigam meus passos pra sempre, aonde quer que eu vá

o sol calcina teus muros cegos de esplendor

e que os rios aonde eu te irei chorar

devolvam águas amargas, comiseração e dor

velha cidade que nasce morta nas manhãs

as oliveiras de prata não te acordarão

se eu te calar, emudeça minha voz

se eu te esquecer, que se esqueça minha mão